Humanização e tratamento especializado transformam a jornada de paciente do Hias com neuroblastoma
28 de abril de 2026 - 16:41 #ambulatório de diagnóstico precoce #câncer infantil #diagnóstico precoce #Hias #Hospital Infantil Albert Sabin #neuroblastoma #Oncologia Pediátrica #tratamento de câncer infantojuvenil
Assessoria de Comunicação do Hias
Texto e fotos: Levi Aguiar
O oncologista pediátrico Samuel Landim realiza atendimento de Manoel Filho no Ambulatório do Hias
As dores constantes, a dificuldade para andar e a perda progressiva dos movimentos acenderam o alerta na rotina do agricultor Manoel Freitas, 47, de Aracoiaba, a 93,9 km de Fortaleza. Pai de Manoel Filho, de dez anos, ele acompanhou de perto o avanço dos sintomas até a chegada ao Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), onde o filho recebeu diagnóstico de neuroblastoma.
“Foi um período difícil porque ele sentia muitas dores, ficou sem andar, passou um tempo acamado e chegou a precisar de cadeira de rodas. Como pai, eu permaneci ao lado dele em todos os momentos. Quando chegamos ao Hias, encontramos acolhimento e, o mais importante, o tratamento adequado para o meu menino”, relata.
Segundo o oncologista pediátrico Samuel Landim, o neuroblastoma é um tipo de câncer que se desenvolve a partir de células imaturas do sistema nervoso, geralmente na região abdominal, embora também possa atingir áreas como tórax e pescoço. “Considerado raro na população em geral, é um dos tumores sólidos mais comuns da infância e pode apresentar rápida progressão”, detalha.
Após dois meses em cadeira de rodas, Manoel Filho voltou a andar com o avanço do tratamento. “O profissionalismo foi fundamental, mas a humanização fez muita diferença. A forma como os profissionais conversam, explicam e tratam a criança com cuidado nos dá confiança. A gente se sente amparado”, afirma o pai.
Pacientes oncológicos recebem atendimento no Centro Pediátrico do Câncer, unidade anexa ao Hias
Ao chegar ao Hias, o quadro clínico era grave. Segundo o oncologista, a rápida investigação e o início do tratamento especializado foram decisivos. “Manoel está fazendo quimioterapia. Chegou ao Hias sem andar, com uma volumosa massa abdominal e em uso de morfina para controle da dor. Com o tratamento, foi apresentando melhora progressiva”, explica Samuel Landim.
Os sintomas variam conforme a localização e a progressão da doença, o que pode dificultar a suspeita inicial. “Muitas vezes, os sintomas se confundem com problemas comuns da infância, como viroses, dores musculares, constipação ou questões ortopédicas. Por isso, é fundamental observar sinais persistentes, como massa abdominal, dor recorrente, perda de peso, palidez, manchas roxas, febre prolongada, dor óssea ou dificuldade para andar”, detalha.
Diagnóstico precoce
A experiência da família reflete uma realidade enfrentada por muitas crianças com neuroblastoma. Levantamento divulgado em 2026 pelo Instituto Vidas Raras apontou que 65,1% dos pacientes passam por diversos profissionais de saúde até a confirmação do diagnóstico, cenário que reforça os desafios da identificação precoce.
“O diagnóstico pode ser difícil porque, muitas vezes, os sintomas iniciais não são específicos. Isso reforça a importância de profissionais e famílias valorizarem sinais persistentes e procurarem investigação especializada quando a evolução não acontece como esperado”, destaca Samuel.
Serviço de porta aberta
No Hias, o Ambulatório de Diagnóstico Precoce funciona como uma porta de entrada para crianças com suspeita de câncer encaminhadas por profissionais de saúde. O serviço atua de segunda a sexta-feira, com equipe e exames especializados.
“O Albert Sabin é referência no diagnóstico e tratamento do câncer infantojuvenil no Ceará. Nosso ambulatório de portas abertas permite que crianças com suspeita sejam avaliadas rapidamente, o que faz diferença porque, em câncer infantil, tempo é um fator essencial”, reforça o médico.