Secretaria da Saúde inicia oficina de saúde vocal para professores

22 de agosto de 2017 - 19:45

Um grupo formado por professores que, em sua maioria, sentiram as consequências de distúrbios vocais relacionados ao trabalho, participou nesta terça-feira, 22, da Oficina de Saúde Vocal para Professores realizada pelo Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST/CE), da Secretaria da Saúde do Ceará. Rouquidão constante, dor ou ardência na garganta, falta de ar ou cansaço ao falar, dificuldade para ser entendido, entre outras alterações são alguns dos principais sintomas de alerta para o distúrbio vocal relacionado ao trabalho.

Zitânia Vieira é professora do ensino fundamental e teve que consultar um médico especialista por causa de dor na garganta e falta de voz. “Já fiz a primeira sessão de fonoterapia e a oficina vai ajudar a recuperar a voz”, confia. Também professor do ensino médio, com três expedientes de trabalho, Alexandre Magalhães Rocha foi diagnosticado com disfonia no final do semestre letivo, em junho deste ano, após exame de laringoscopia. “Fiquei rouco até perder a voz”, conta ele. O otorrinolaringologista consultado indicou a fonoterapia. “Quando o semestre terminou, entrei de férias e a voz voltou, não fiz a terapia”, admite ele. Agora, o problema começou a se manifestar novamente. “Para mim, essa oficina chegou em boa hora”, diz Alexandre.

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A Oficina de Saúde Vocal prossegue até o dia 17 de outubro em encontros semanais, às terças-feiras, das 14 horas às 16h30min, com total de 20 horas. “Nosso objetivo é dar aos professores recursos para que possam melhorar o uso da voz e atuar de forma preventiva”, ressalta Socorro Távora, fonoaudióloga do CEREST/CE.

Distúrbio Vocal Relacionado ao Trabalho

O Distúrbio Vocal Relacionado ao Trabalho (DVRT) é qualquer forma de desvio vocal diretamente relacionado ao uso da voz durante a atividade profissional que diminua, comprometa ou impeça a atuação e/ou comunicação do trabalhador, podendo ou não haver alteração orgânica da laringe. Os sintomas mais frequentes são cansaço ao falar, rouquidão, garganta e/ ou boca seca, esforço ao falar, falhas na voz, perda de voz, pigarro, instabilidade ou tremor na voz, ardor na garganta e/ou dor ao falar, voz mais grossa, falta de volume e projeção vocal, perda na eficiência vocal, pouca resistência ao falar, dor ou tensão cervical.

Fotos: Assessoria de Comunicação da Sesa

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