Saúde capacita profissionais em atendimento a crianças com infecção congênita

22 de agosto de 2017 - 20:18

A Secretaria da Saúde do Ceará realiza nesta quinta e sexta-feira, 24 e 25, a segunda oficina de capacitação para o fortalecimento da atenção integral às crianças com infecção congênita associada às Storch (sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes) e ao vírus zika. A oficina ocorrerá das 8 às 17 horas, no Hotel Plaza Suítes, em parceria com o Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis (EBBS).

De acordo com Magna Oliveira, técnica do Núcleo de Atenção à Saúde da Mulher, Adolescente e Criança, da Coordenadoria de Políticas e Atenção à Saúde da Sesa, o objetivo é apoiar os municípios no planejamento da assistência a crianças com infecção congênita, associada às Storch e ao vírus zika, e suas famílias, definindo fluxos, referências e identificando-as para melhorar suas fragilidades. “Com essa assistência melhor definida, os municípios poderão se estruturar de forma planejada, melhorando o acesso para as crianças e suas famílias aos pontos de atenção necessários o tratamento”, afirma.

Participarão da oficina gestores da Saúde, Educação e Trabalho e Desenvolvimento Social, coordenadores dos núcleos de estimulação precoce das policlínicas regionais do Governo do Ceará e técnicos da vigilância epidemiológica e atenção primária dos municípios de Fortaleza, Caucaia, Quixeramobim, Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha.

Atenção integral

O Ceará saiu à frente na atenção integral às crianças afetadas pela síndrome congênita de zika porque aproveitou a estrutura de 19 policlínicas regionais já existentes no Estado para criar Núcleos de Estimulação Precoce (NEP). Atualmente, são 120 profissionais, dentre eles pediatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, que atendem a essas crianças nas policlínicas regionais.

Na rede pública do Estado, há 563 crianças cadastradas e em atendimento nos NEPs, 120 com síndrome congênita de zika e 443 com outras patologias. A iniciativa também garantiu atendimento a outras crianças com necessidade de estimulação precoce, como as que têm síndrome de Down. A atenção está descentralizada nas 22 regiões de saúde, com cobertura para os 184 municípios cearenses, o que faz com que as famílias consigam ser atendidas mais perto da cidade onde moram.

Desde 2015, o Ceará confirmou 163 casos de crianças com síndrome congênita de zika. O Estado também traçou uma estratégia de ação rápida para investigação e diagnóstico desses casos a partir de março de 2016. O planejamento e a execução da iniciativa foram feitos pela Secretaria da Saúde do Ceará em parceria com o Programa Mais Infância Ceará, que tem à frente a primeira-dama do Estado Onélia Leite de Santana.

O projeto dos núcleos de estimulação precoce é considerado pioneiro no Brasil e atraiu uma comitiva de Cabo Verde que esteve em janeiro de 2017, acompanhado de equipe do Unicef, para conhecer a experiência do Ceará na atenção às crianças afetadas pela síndrome congênita do zika vírus. O grupo buscava entender o trabalho de identificação, diagnóstico, acompanhamento e inclusão social dos pacientes afetadas pela síndrome no Brasil, para poder adaptar e replicar o trabalho em Cabo Verde.

Serviço

Data: 24 e 25 de agosto de 2017
Local: Hotel Plaza Suítes, Rua Barão de Aracati, 94, Praia de Iracema, Fortaleza
Horário: 8 às 17 horas

Mais informações com o Núcleo de Saúde da Mulher, Adolescente e Criança da Coordenadoria de Políticas e Atenção à Saúde (Nusmac /COPAS): (85) 3101-5193/ 5194

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