Saúde realiza ação educativa sobre leishmaniose neste domingo, dia 6

4 de agosto de 2017 - 19:54

Neste domingo, 6, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) realizará uma ação educativa sobre prevenção e controle da leishmaniose, conhecida também como calazar. A mobilização será no Parque do Cocó, das 8 às 12 horas, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente do Ceará e a Secretaria de Saúde de Fortaleza. A ação faz parte da Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, que ocorre entre os dias 7 e 11 de agosto.

Além da distribuição de material educativo, terá também exposição de maquete, armadilhas de coleta do mosquito palha, transmissor da leishmaniose, e microscópio com material biológico. Em fim de semana de jogos pelo campeonato brasileiro dos dois maiores times de futebol do Estado, as torcidas organizadas de Fortaleza e Ceará aderiram à mobilização e estão divulgando em suas páginas das redes sociais o banner que alerta sobre a leishmaniose, também conhecida como calazar.

No Dia “D” das leishmanioses, quinta-feira, 10 de agosto, haverá um evento educativo no Cuca da Barra do Ceará, a partir das 8 horas, realizado pela Secretaria de Saúde de Fortaleza, com apoio da Secretaria da Saúde do Ceará. Também pela manhã, a partir das 9 horas, o infectologista Anastácio Queiroz ministrará a webpalestra “Leishmanioses – aspectos clínicos e terapêuticos”, através do Núcleo de Telessaúde do Ceará. Para participar da webpalestra, basta clicar no link http://webconf2.rnp.br/rutehuwcufc. O encerramento da semana acontecerá na sexta-feira, 11, com o seminário Vigilância e Controle dos Vetores das Leshmanioses, a partir das 8 horas, no auditório principal da Unifor.

A Leishmaniose Visceral Humana (LVH) é uma doença grave e que se não tratada pode levar a óbito 90% dos casos. Nas Américas, 90% dos casos de leishmanioses são registrados no Brasil. No Ceará, a maior incidência da doença ocorreu em 2006, com 789 casos confirmados. No período de 2007 a 2016, foram notificados 9.228 casos e, destes, 5.657 foram confirmados, com 342 mortes registradas. Entre 2007 e 2015 o número de óbitos passou de 29 para 41. Este ano são 148 casos confirmados e 10 óbitos. A identificação precoce dos pacientes que poderão evoluir com gravidade é de fundamental importância para reduzir a letalidade por meio da instituição de medidas profiláticas e terapêuticas oportunas.

A leshmaniose visceral é transmitida pela picada do inseto comumente conhecido como mosquito palha. Se picar um cachorro contaminado e depois uma pessoa, essa pessoa pode ficar doente. A leishmaniose visceral humana é uma doença infecciosa, mas não contagiosa. Segundo o Ministério da Saúde, crianças e idosos são mais suscetíveis à enfermidade, que pode levar a óbito até 90% dos casos não tratados. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que indica repouso, boa alimentação e o uso de medicamento por um período de 15 a 30 dias, dependendo da gravidade.
 
A expansão de áreas endêmicas da leishmaniose se deve às transformações no ambiente, provocadas pelo intenso processo migratório, por agressões ambientais, por pressões econômicas ou sociais, processo de urbanização crescente, o esvaziamento rural e as secas periódicas, que acarretam o aparecimento de novos focos. Estudos demonstraram forte evidência da relação entre o fenômeno El Niño e o risco de epidemia de doenças transmitidas por vetores em várias regiões do mundo, incluindo o calazar no Nordeste brasileiro.

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