Jogo psicoeducativo ajuda crianças na convivência com diabetes
19 de junho de 2015 - 19:15
De janeiro a junho deste ano, na clínica pediátrica do hospital foram admitidas 27 crianças e adolescentes diagnosticadas com a diabetes.
O time de liderança da pediatria do Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) elaborou o jogo psicoeducativo “Diabetes é isto!” para crianças. O objetivo da dinâmica é abordar de forma lúdica e participativa tudo sobre a diabetes para facilitar a relação da criança com a doença. O jogo possibilita um espaço lúdico para o compartilhamento de informações e troca de experiências.
O jogo de cartas apresenta os sintomas, as causas, e mostra bons hábitos alimentares no controle da doença. A brincadeira é composta por 14 pares de cartas que incluem temáticas multidisciplinares, retratadas em imagens e frases. Cada carta possui uma outra que a complementa o conteúdo e uma cor e numeração iguais correspondentes a cada par.
O jogador pode fazer os pares de carta a partir de uma das três possibilidades, praticar o jogo da memória ou jogo do mico, variando de 1 a 5 participantes e assim assimilar o conteúdo abordado, com o auxílio da equipe multiprofissional, formada por psicóloga, endócrino-pediatra, nutricionista e acadêmica de psicologia.
De acordo com a endócrino-pediatra, Marina Melo, “a forma lúdica de apresentar o diabetes proporciona um espaço de aprendizado, desmistifica os significados atribuídos à doença e a sua convivência e pode ser um aliado na melhor adesão ao tratamento, uma vez que o conteúdo abordado fica mais claro e acessível para os pacientes e familiares”, justifica.
O jogo ainda é um projeto piloto que está sendo testado e explorado durante atendimentos individuais e adaptado em intervenções conjuntas realizadas com pacientes diabéticos de acordo com cada faixa etária e escolaridade.
Sobre a doença
O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos. Esta doença acomete bebês e até adultos e envolve mudanças necessárias na rotina do paciente, no meio em que está inserido e em sua dinâmica familiar; acarreta ajustes nos hábitos alimentares e uso contínuo de medicação. Em muitos casos, o diagnóstico é carregado de dúvidas, ansiedade e temores em relação às adaptações que a vida do sujeito poderá sofrer.
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