Dia dos pais: eles também são acompanhantes dos filhos no Albert Sabin
8 de agosto de 2014 - 18:22
Ao lembrar de quem pode cuidar do filho doente, é comum pensar primeiro na mãe. Normalmente, é ela quem acompanha a criança hospitalizada, é a pessoa imediata para assumir essa missão que não é fácil. Porém, isso não significa que a mãe seja a única a cumprir a missão de amor. Por diferentes circunstâncias, o pai também assume o papel de acompanhante e passa a ser o cuidador do filho internado.
De acordo com a psicóloga Eva Marinho, do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), a participação do pai durante o processo de internação de um filho é benéfica e positiva para a criança tanto quanto a da mãe. A presença da figura paterna representa equilíbrio e confiança. “Existe uma cultura de que o homem é só o provedor e de que os problemas gerais cabem à mulher. Mas quem disse que é responsabilidade só da mulher cuidar de um filho doente? A recuperação da criança com a presença do pai também é menos difícil”, ressalta.
José Lailson de Freitas, 36, é um exemplo disso. Após a separação, o filho caçula passou a morar com a mãe e o mais velho, com ele. Foi quando Lailson precisou deixar o emprego que tinha em uma multinacional e dedicar-se integralmente aos cuidados do filho José Lailton de Lima Freitas, de 13 anos. Lailton sofre de fibrose cística e há seis anos é acompanhado pelos médicos especialistas do Hospital Albert Sabin. São anos de idas e vindas ao hospital para cumprir com as etapas do tratamento e adquirir uma qualidade de vida. “Eu costumo dizer que sou o pai e a mãe dele. Eu cuido, converso, aconselho… Sou eu que trago para as consultas, para internar. Na medida do possível, eu tento ser o melhor que posso, porque ninguém é perfeito”, diz.
Por causa da insuficiência respiratória crônica, Lailton depende exclusivamente de aparelhos para respirar. Devido às complicações da doença, o menino precisou sair da escola e passou a dividir sua rotina entre casa e hospital. Lailson conta que já faz 15 dias que eles lidam com o internamento novamente e que, dessa vez, ele teve medo de algo pior acontecer. Apesar de conhecer a gravidade da doença e saber que não tem cura, o coração do pai não deixa de ter fé e esperança. E quando é questionado sobre o que gostaria de ganhar no Dia dos Pais, a resposta é enfática: “um milagre, meu filho curado”.
Sobre a fibrose cística
A doença, também conhecida como mucoviscidose, se manifesta com sintomas respiratórios, gastrointestinais e presença excessiva de cloro no suor. Causada por um gene defeituoso, a fibrose cística induz o organismo a produzir secreções espessas que obstruem pulmões e pâncreas. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor para o paciente. Atualmente, isso pode ser feito através dos testes do pezinho e do suor. O tempo entre a coleta e a realização do teste é de importância vital para dar início ao tratamento dos casos diagnosticados, que deve começar antes dos primeiros 30 dias de vida. Na rede pública do Ceará, o teste do pezinho pode ser feito no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e o teste do suor no laboratório do Hospital Infantil Albert Sabin.
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