Hospital de Messejana é referência nacional em cardiologia e pneumologia
30 de abril de 2026 - 15:57 #93 anos #HM #Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes
Assessoria de Comunicação do HM
Texto e fotos: Jessica Fortes
O Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e integrante do Sistema Único de Saúde (SUS), completa 93 anos de atuação na próxima sexta-feira, 1º de maio, consolidando-se como referência nacional no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e respiratórias de alta complexidade.
O HM é referência nacional do diagnóstico e tratamento de doenças cardíacas e pulmonares de alta complexidade
Ao longo de mais de nove décadas, a instituição tem desempenhado papel estratégico na assistência à saúde, aliando cuidado especializado, ensino, pesquisa e inovação tecnológica, sem abrir mão da humanização no atendimento. Os números refletem a dimensão desse trabalho e o impacto direto na vida da população.
Somente em 2025, o hospital realizou 52.543 atendimentos na emergência, que resultaram em 12.803 internações. Nos 25 ambulatórios especializados do Serviço de Pacientes Externos (SPE), foram registradas 77.166 consultas eletivas, com destaque para cardiologia (40.346) e pneumologia (21.343), áreas que concentram a expertise da instituição no cuidado integral aos pacientes.
O HM possui equipe multiprofissional especializada que garante um tratamento integral aos pacientes
Na alta complexidade, o desempenho também se destaca. Em 2025, foram realizados 10.433 procedimentos no Serviço de Hemodinâmica, sendo 5.844 cateterismos cardíacos — fundamentais para o diagnóstico e tratamento do infarto agudo do miocárdio. Também foram realizados 18.310 exames de ecocardiogramas e 95.867 exames de imagem que incluem, Raio-X, tomografias e ultrassom.
O hospital contabilizou ainda 3.041 cirurgias de grande porte, entre cardíacas e torácicas, que envolvem intervenções complexas no coração, grandes vasos e pulmões, incluindo 23 transplantes cardíacos, sendo 5 pediátricos e três transplantes pulmonares. Além disso, foram realizados 6.130 procedimentos de menor porte, como biópsias, drenagens torácicas e punções.
HM realiza cirurgias de grande porte, entre cardíacas e torácicas
A estrutura robusta da unidade sustenta essa capacidade assistencial. O HM dispõe de 340 leitos de internação, 72 leitos de Terapia Intensiva (UTI) e 14 leitos de cuidados intermediários, além de serviços estratégicos como: programas de transplantes de pulmão e coração (adulto e pediátrico); reabilitação cardíaca e pulmonar; serviço de atendimento domiciliar com mais de 300 pacientes; programa de controle do tabagismo, tuberculose multirresistente e asma grave e também alta complexidade em oncologia.
Para o diretor-geral, Adriano Veras, o HM tem reconhecimento nacional, sobretudo, pela expertise e quantidade de transplantes cardíacos e procedimentos hemodinâmicos de alta complexidade realizados. A liderança regional norte-nordeste reflete o compromisso permanente com a excelência. “Chegar aos 93 anos com resultados tão expressivos reafirma a solidez de uma instituição que evolui continuamente, investindo em tecnologia, inovação e, sobretudo, no cuidado centrado no paciente. Nosso maior patrimônio são as pessoas que constroem essa história diariamente”, destaca.
A diretora técnica, Ângela Mapurunga, ressalta o alinhamento da unidade às demandas contemporâneas da saúde pública. “Temos avançado na qualificação da assistência, na implantação de novas tecnologias e na ampliação do acesso aos serviços. O Hospital de Messejana é hoje um centro de excelência que integra assistência, ensino e pesquisa, sempre em consonância com os princípios do SUS”, afirma.
Há 27 anos em acompanhamento na instituição, Antônio Pereira Moura construiu mais do que um histórico de cuidados: criou laços de amizade. Entre eles, o cardiologista João David de Sousa, que, além de médico, se tornou compadre do marceneiro
As histórias de vida ajudam a traduzir o impacto desse trabalho. O marceneiro Antônio Pereira de Moura, 62 anos, é um exemplo de superação. “Fui o primeiro paciente transplantado e retransplantado de coração. Sou acompanhado desde 1999 e sempre fui muito bem acolhido. Faço acompanhamento contínuo, com consultas e exames, recebo as medicações e faço reabilitação cardíaca sempre que necessário. Já enfrentei momentos difíceis, mas nunca estive sozinho. Só tenho gratidão por cada profissional que cuidou de mim. O Hospital de Messejana é minha segunda casa, aqui eu tenho uma famíla”, relata.
O cardiologista clínico e responsável pela Unidade de Transplante e Insuficiência Cardíaca do HM, João David de Sousa Neto, de 74 anos, soma 44 anos de atuação na instituição.
Para ele, o compromisso coletivo das equipes e o cuidado humanizado são os grandes diferenciais do hospital. “Aqui, não tratamos apenas a doença; cuidamos das pessoas. Há uma cultura de humanização que impacta diretamente na recuperação dos pacientes”, destaca.
Histórico
Fundado em 1933, o Hospital de Messejana nasceu a partir da iniciativa dos médicos João Otávio Lobo, Lineu de Queiroz Jucá e Pedro Augusto Sampaio, com apoio de Dona Libânia Holanda. Inicialmente voltado ao tratamento da tuberculose, o hospital passou por transformações estruturais e assistenciais, ampliando sua atuação até se consolidar como referência em alta complexidade.
Atualmente, o HM atende pacientes dos 184 municípios cearenses e de diversas regiões do país, com funcionamento ininterrupto nas áreas de urgência e emergência em cardiologia e pneumologia. Integrado à Rede Sesa, o hospital segue projetando o futuro com base na inovação, na produção de conhecimento e no compromisso de oferecer uma assistência cada vez mais qualificada, resolutiva e humanizada.