Alergias exigem atenção aos sinais; Hias conta com ambulatório especializado e emergência pediátrica para assistência e tratamento

1 de junho de 2026 - 13:20 # # # # # # #

Assessoria de Comunicação do Hias
Texto e fotos: Levi Aguiar
Arte gráfica: Arthur Sousa

Durante consultas ambulatoriais, a especialista acompanha a paciente em tratamento para alergias respiratórias e dermatológicas

Com apenas cinco meses de vida, Maria Clara começou a apresentar reações após contato com alimentos, poeira e tecidos. As manchas na pele, coceiras e crises respiratórias passaram a fazer parte da rotina da família. Hoje, aos 16 anos, a adolescente é acompanhada há mais de oito anos no Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), para controle da asma alérgica e dermatite atópica. “Ela está 98% melhor do que no início do tratamento”, relata a mãe, a dona de casa Elizete Dias, 51, moradora de Cascavel, a 61 quilômetros de Fortaleza.

Especialistas alertam que as alergias na infância e adolescência exigem atenção aos sinais, acompanhamento contínuo e identificação dos fatores que desencadeiam as crises. Sintomas respiratórios, alterações na pele e reações alimentares podem indicar quadros alérgicos. Além do tratamento, médicos reforçam a importância de um plano de ação para orientar as famílias sobre como agir em situações de emergência.

Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), cerca de 30% da população brasileira apresenta algum tipo de alergia. No Hias, crianças e adolescentes recebem assistência em casos de alergias respiratórias, dermatológicas e alimentares, com acompanhamento voltado ao diagnóstico, tratamento e orientação das famílias.

Sintomas costumam se repetir

A alergologista e imunologista do hospital, Janáira Fernandes, explica que os quadros alérgicos costumam se manifestar com espirros frequentes, coceiras, crises de asma, pele ressecada, urticária e desconfortos gastrointestinais. Um dos principais sinais é a repetição dos sintomas após contato com agentes como poeira, ácaros, mofo, pelos de animais ou determinados alimentos.

Segundo a médica, a alergia acontece quando “o sistema imunológico passa a interpretar substâncias comuns do ambiente como ameaças ao organismo, provocando respostas inflamatórias”, explica.

Cuidados ajudam a evitar crises

Equipe médica do ambulatório especializado do Hias analisa exames de pacientes atendidos no serviço

Além do tratamento medicamentoso, mudanças simples na rotina ajudam a reduzir as crises. Entre as orientações estão manter os ambientes ventilados, evitar acúmulo de poeira, retirar objetos que acumulam ácaros e evitar fumaça de cigarro próxima às crianças.

A médica também orienta atenção ao uso de receitas caseiras e restrições alimentares sem orientação profissional. “Nem toda reação é alergia. Retirar alimentos por conta própria pode trazer prejuízos nutricionais, principalmente durante a infância”, alerta.

Outro cuidado é observar em quais situações os sintomas aparecem ou pioram. “Essa observação ajuda muito no diagnóstico e na prevenção das crises”, explica Janáira.

Plano de ação

A especialista recomenda que as famílias tenham um plano de ação para saber como agir durante as crises e quando procurar atendimento de urgência.

“No caso de pacientes com rinite, rinoconjuntivite alérgica ou asma, a família precisa manter as medicações por perto e saber identificar sinais de agravamento. Já nas alergias alimentares, é fundamental reconhecer o alérgeno e entender quais medidas devem ser tomadas em caso de contato acidental”, detalha.

Alimentação e prevenção

O acompanhamento também inclui orientações sobre alimentação saudável desde os primeiros anos de vida. A profissional destaca a importância do aleitamento materno até os seis meses, da alimentação variada e da redução do consumo de ultraprocessados. “Quanto mais cedo a criança tem contato com alimentos saudáveis, maiores são as chances de desenvolver tolerância”, afirma.

Tratamento possibilitou retomada da rotina

De acordo com o Ministério da Saúde, os problemas respiratórios também estão entre as principais causas de internações pediátricas no país. Foi o caso do estudante Renan dos Santos, 17, morador de Viçosa do Ceará, acompanhado pela equipe do hospital.

Ele chegou ao Hias há cinco anos, após apresentar rinite alérgica e episódios frequentes de cansaço intenso. “Minha rotina mudou completamente por causa do cansaço e das crises de rinite, até que descobri um problema nas plaquetas e iniciei o tratamento no hospital. Hoje sigo em acompanhamento, faço exames e uso medicações. Com o tratamento, consegui retomar o trabalho e os treinos”, relata.

Renan segue em acompanhamento no Hias após iniciar tratamento para quadro alérgico e alterações nas plaquetas

Acesso ao sistema de saúde

Janáira Fernandes reforça que crianças com sintomas persistentes, crises frequentes ou dificuldade de controle precisam ser avaliadas por profissionais de saúde. O acompanhamento pode começar na Atenção Primária, por meio dos postos de saúde, responsáveis pela porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

Quando necessário, os pacientes são encaminhados para atendimento ambulatorial especializado no Hias. Nos casos de agravamento, o hospital conta com emergência pediátrica porta aberta para atendimento de urgência e emergência.

“A principal indicação de procurar uma emergência é uma crise alérgica grave, com risco de vida. Isso inclui crises de asma que não melhoram com a medicação de resgate orientada pelo médico ou sinais de anafilaxia, como falta de ar, sensação de garganta fechando, vômitos repetidos, diarreia intensa, sonolência excessiva, desmaio ou chiado/ruído forte ao respirar. Nesses casos, é importante procurar atendimento de emergência imediatamente”, finaliza a alergologista.