Acolhimento e orientação marcam Semana Mundial de Doação de Leite Humano no Hias

22 de maio de 2026 - 17:33 # # # #

Assessoria de Comunicação do Hias
Texto e fotos: Levi Aguiar

Semana Mundial de Doação de Leite Humano foi realizada pelo hospital entre os dias 19 e 22 de maio

“Minha primeira pergunta quando atendo uma mãe que amamenta é: como ela está?” É dessa forma que a enfermeira Jane Meire inicia o acolhimento às mulheres atendidas no posto de saúde César Cals de Oliveira, uma das 21 unidades parceiras do Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).

A fala resume uma das abordagens reforçadas durante a Semana Mundial de Doação de Leite Humano, realizada pelo hospital entre os dias 19 e 22 de maio. Com o slogan “Doação de leite humano: solidariedade que nutre, vida que cresce”, a programação promoveu ações de incentivo ao aleitamento, orientação às mães e sensibilização para a doação de leite.

“O olhar costuma estar voltado para a chegada do bebê, e isso é importante. Mas a mãe e a amamentação também precisam ser priorizadas”, afirma Jane, que participou das atividades promovidas pelo hospital.

Enfermeira Jane Meire participou da programação da Semana Mundial de Doação de Leite Humano

Ao longo da semana, profissionais de saúde, mães e parceiros da rede de apoio à amamentação participaram de palestras, rodas de conversa e ações educativas realizadas dentro e fora do hospital.

Por meio de capacitações e treinamentos promovidos pelo BLH do Hias, profissionais da rede parceira são orientados a oferecer escuta qualificada, apoio às mães e informações sobre o processo de doação de leite.

Experiência de uma mãe doadora

Entre as mães que contribuem para a nutrição de bebês internados nas unidades neonatais do Hias está Erislane Souza, de 39 anos, mãe de Maria Luisa, de seis meses. Ao mencionar o início da amamentação, ela relembra um período marcado por adaptação e insegurança.

“Quando a Luisa nasceu, a amamentação não foi fácil no primeiro mês. Doía muito e, nos três primeiros dias, eu não tinha muito leite. Foi uma fase de adaptação e superação”, conta.

Com o passar das semanas, a filha começou a ganhar peso e a produção de leite aumentou. Foi nesse momento que Erislane decidiu procurar o BLH do Hias. “Entrei em contato com o banco de leite para saber como doar e fui muito bem orientada sobre como retirar, armazenar o leite e higienizar a bomba”, relata.

Segundo ela, a decisão de doar surgiu da identificação com outras mães que acompanham os filhos em internações neonatais. “Ficava imaginando como outras mães queriam tanto amamentar e não podiam porque os bebês estavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Eu pensava: ‘e se fosse a Luisa?’. O leite materno ajuda na recuperação deles”, afirma.

Hoje, com a filha alimentada exclusivamente com leite materno até os seis meses, Erislane incentiva outras mulheres a também se tornarem doadoras. “Mamães que podem amamentar não tenham receio de doar, achando que vai faltar leite para o bebê. Não vai. Quanto mais você tira e doa, mais leite produz. O leite materno salva bebês e acalenta os corações das mães aflitas”, destaca.

Rede de apoio à amamentação

Para a coordenadora do BLH do Hias, Erandy de Freitas, a semana foi uma oportunidade de fortalecer a rede de apoio à amamentação e ampliar a conscientização sobre a importância da doação.

“É o momento em que intensificamos as ações de incentivo e apoio ao aleitamento materno e às doações. O leite doado vai para crianças internadas, principalmente nas unidades neonatais do hospital. O leite humano contribui para a recuperação e o desenvolvimento de recém-nascidos, oferecendo proteção contra infecções e outras complicações de saúde”, afirma.

Capacitação reúne mães e pais de pacientes das unidades neonatais no Hias