Conheça os erros mais comuns no tratamento de quem tem pressão alta e como fugir deles
4 de maio de 2026 - 17:08 #Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH) #CIDH #hipertensão #Pressão alta
Assessoria de Comunicação do CIDH
Texto: Thiago Mendes
Fotos: Helene Santos - Casa Civil
CIDH atende pacientes com hipertensão encaminhados pela regulação. Diagnóstico e tratamento da pressão alta devem ser buscados na atenção primária
A hipertensão arterial é uma condição crônica caracterizada pelo aumento da pressão do sangue nas artérias. Essa pressão mais forte nos vasos sanguíneos faz com que o coração “trabalhe” além do normal, causando problemas. A hipertensão arterial não tem cura, mas tem tratamento.
Se não for tratada, a pressão alta é um dos principais fatores de risco para Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto, aneurisma e insuficiência renal e cardíaca. Conversamos com Giselle Barroso, cardiologista do Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), e ela listou os principais erros que as pessoas cometem no tratamento da hipertensão arterial. Confira:
1 Tomar medicamento de forma errada
O paciente com diagnóstico de pressão alta pode achar que “melhorou” depois do início do tratamento, o que o leva a tomar o medicamento prescrito pelo médico de forma irregular. “A pessoa esquece as doses; ela para quando acha que melhorou ou ajusta por conta própria. São erros comuns que precisam ser evitados, porque parar o remédio faz a pressão subir novamente”, alerta Giselle Barroso.
2 Abandonar o tratamento por efeitos colaterais
O uso de medicamentos pode vir acompanhado de algum efeito colateral, sem que isso seja motivo suficiente para suspender o uso por conta própria. “O importante é que se converse com o médico sobre o motivo de ter parado o medicamento, para que seja ajustada a dose ou mesmo trocado o medicamento”, ensina a cardiologista.
3 Subestimar o consumo de sal
O uso de sal para temperar os alimentos é bastante comum culturalmente, mas o excesso desse ingrediente nos alimentos prejudica o tratamento de pessoas com pressão alta. Giselle lembra que muita gente foca no saleiro, mas o perigo está em outro lugar: alimentos ultraprocessados e embutidos trazem muito sódio na composição e, por isso, devem ser evitados. “É muito importante evitar usar temperos prontos. Alterações para uma dieta mais saudável ajudam a melhorar a pressão”, ressalta a cardiologista do CIDH.
4 Não aderir às mudanças no estilo de vida
A hipertensão arterial é uma condição que se manifesta como resultado do nosso estilo de vida: má alimentação, sedentarismo, uso de cigarros, estresse, etc. A base do tratamento, portanto, lembra Giselle, tem a ver com mudar hábitos de vida. “Diminuir ou parar o álcool, sair do sedentarismo, atentar ao ganho de peso e entrar numa dieta, parar de fumar, aderir a uma atividade física para diminuir o peso. Tudo isso vai melhorar a hipertensão”, lista a médica.
5 Não medir a pressão fora do consultório
Deixar para verificar a pressão arterial somente quando vai à consulta com médico é outro erro comum. Criar o costume de medir a pressão em casa, da forma correta, e anotando os valores e horários da medição, continua Giselle, é um hábito fundamental. “Além disso, é importante fazer os exames que o médico solicita, como a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA)”, acrescenta a cardiologista.

6 Faltar às consultas
O hábito de faltar ou adiar a consulta com o profissional de saúde pode ter consequências no controle da pressão, tratamento que requer “ajustes constantes” ao longo do tempo, segundo Giselle. “Esse acompanhamento na atenção básica, no posto de saúde, é muito importante. Sem ele não dá para se acompanhar bem a pressão arterial”, alerta Giselle.
7 Não comunicar dificuldades reais no tratamento
Às vezes existem dificuldades em realizar uma atividade física ou o acesso a um determinado medicamento é mais complicado. Não comunicar essas barreiras ao profissional de saúde dificulta o bom tratamento da hipertensão. “A comunicação entre paciente e profissional de saúde (enfermeiro, médico, fisioterapeuta) sobre as dificuldades reais do dia a dia ajuda a garantir o sucesso do tratamento”, atesta Giselle.
8 Usar substâncias que fazem a pressão subir
Exemplos clássicos, além do excesso de sal: uso indiscriminado de corticoides, anti-inflamatórios, descongestionantes nasais, cafeína, cigarro e drogas ilícitas.
9 Achar que “não sentir nada” significa “estar tudo bem”
Na maioria das vezes, a hipertensão não apresenta sintomas. Ou seja, é um erro acreditar que “não sentir nada” significa que “está tudo bem” com a saúde do coração. “Isso não é real. A gente tem que saber que a hipertensão é uma condição silenciosa, então ela não mostra muitos sinais e sintomas”.
10 Deixar para depois
“O maior problema do tratamento da hipertensão não é a falta do remédio, o remédio existe. O problema maior é a falta da adesão ao tratamento. Uma vez que existe a adesão, a hipertensão se torna uma condição de fácil tratamento e fácil ajuste”, explica a cardiologista do CIDH.
Diante da lista dos erros mais comuns, o melhor caminho, ensina a médica Giselle Barroso, é tomar atitudes saudáveis, o mais breve possível, sempre em diálogo com os profissionais de saúde.
Para fugir dos dez erros mais comuns, ela lista também dez soluções para prevenir e tratar a hipertensão arterial:
+ Reduzir o consumo de sal;
+ Manter o peso adequado;
+ Realizar exercício físico regular: pelo menos 150 minutos por semana;
+ Alimentação correta: buscar alimentos mais saudáveis, mais naturais, como frutas e verduras, e que contenham potássio natural, como banana, feijão e vegetais;
+ Usar álcool com moderação;
+ Não fumar;
+ Ter um sono adequado;
+ Controlar o estresse;
+ Evitar substâncias que elevem a pressão;
+ Medir a pressão ocasionalmente (para detectar precocemente a hipertensão) e medir com frequência (para acompanhamento de quem tem o diagnóstico).
Sobre o CIDH
O Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH) é uma unidade da atenção secundária, integrante da rede Sesa, que presta assistência especializada, ensino e pesquisa. Atende pessoas com hipertensão arterial nos estágios 2 e 3.
Os pacientes são encaminhados pela Central de Regulação do Estado para abertura de prontuário.