HGWA reforça protocolos de segurança do paciente com atividades interativas no mês dedicado ao tema

30 de abril de 2026 - 09:45 # # #

Assessoria de Comunicação do HGWA
Texto e fotos: Bruno Brandão

Trabalhadores do HGWA participam de dinâmicas interativas durante jornada promovida no mês da segurança do paciente

Garantir que cada pessoa internada receba o cuidado certo, da forma correta, sem danos evitáveis, essa é a essência da segurança do paciente, um tema que ganhou contornos globais nas últimas décadas e que, dentro dos hospitais, exige atenção constante, treinamento contínuo e uma cultura institucional sólida. E o mês de abril é mundialmente dedicado ao tema, refroçando o compromisso com práticas que protegem pacientes e profissionais.

No Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), equipamento da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), esse compromisso não espera o calendário: é trabalhado o ano todo pela Comissão de Segurança do Paciente (Cosep), que neste abril foi além e promoveu uma jornada de atividades lúdicas em três estações temáticas para capacitar os trabalhadores de forma dinâmica, interativa e efetiva.

No ambiente hospitalar, a segurança do paciente não é um protocolo isolado, é uma forma de trabalhar. Envolve a correta identificação do paciente, a comunicação eficaz entre equipes, a prevenção de infecções, o uso seguro de medicamentos e a redução de riscos em procedimentos.

O médico Isânio Martins, que atua no HGWA, traduz bem essa realidade: “São atividades que estimulam o aprofundamento do conhecimento em relação às práticas de segurança do paciente. É uma preocupação contínua de algo que faz parte da nossa rotina, sempre pensando no bem e na segurança dos pacientes. Traz à mente a necessidade de sempre estar revisitando o que já trazemos como bagagem e os conhecimentos novos que precisam ser agregados.”

Em três estações temáticas, profissionais de diferentes áreas trabalharam juntos os seis protocolos essenciais de segurança do paciente

Essa revisão constante é o que diferencia instituições que apenas cumprem protocolos daquelas que constroem, de fato, uma cultura de segurança. E cultura se constrói com pessoas. A enfermeira Karla Castro reforça essa visão: “É importante o uso das metodologias ativas para as pessoas que já fazem isso na ponta. A segurança do paciente, o cuidado humanizado, toda essa parte que já conhecemos no dia a dia é aprimorada”, afirma.

Para a técnica de enfermagem Joarecilha Batista, o impacto foi imediato e prático: “Foi muito importante. O que não sabíamos, aprendemos. Os nossos conhecimentos foram aprimorados. Aprendizagens que levo para o dia a dia da nossa profissão.”

A jornada de abril foi estruturada em torno das seis dimensões dos protocolos de segurança do paciente, distribuídas em três estações, cada uma abordando dois temas. Os grupos de trabalhadores circulavam de estação em estação, participando de dinâmicas que exigiam não apenas presença, mas preparo, para responder bem às atividades, era preciso ter buscado o conteúdo com antecedência, o que estimulava o estudo autônomo antes mesmo dos encontros presenciais.

A escolha pelo formato lúdico partiu de uma constatação direta de Djane Filizola, gestora de risco do HGWA. “Através dessa dinâmica de atividades lúdicas, conseguimos fazer com que o trabalhador passasse menos tempo ausente das unidades, o que acaba impactando o envolvimento e o interesse em participar”, explica Djane.

A metodologia lúdica permitiu que os trabalhadores aprendessem de forma dinâmica sem se ausentar por longos períodos das unidades de atendimento

As avaliações confirmaram a aposta: engajamento, motivação e senso de pertencimento foram os resultados mais citados pelos participantes. “Tudo que a comissão pensou foi de uma forma que ele pudesse ser integrativo, divertido e que o conteúdo realmente fosse fomentado na cabeça de cada um, que ele saísse entendendo qual seria o conceito básico daquilo que estava sendo proposto”, completa.

Por trás da jornada está um trabalho que não começa nem termina em abril. O HGWA opera com um cronograma anual estruturado, em que os protocolos de segurança são abordados no primeiro semestre e revisitados no segundo, garantindo que o conhecimento se consolide na prática cotidiana. “Sentimos a necessidade de formar essa comissão multidisciplinar, na qual conseguimos agregar representantes de outras áreas e categorias em prol de pensar em ações para melhorar a segurança do paciente.”