Hospital Regional Vale do Jaguaribe realiza primeira captação de córneas da unidade; também foram doados rins, fígado e coração

10 de abril de 2026 - 10:37 # # #

Assessoria de Comunicação do HRVJ
Texto e fotos: Joelton Barboza

HRVJ realizou uma captação múltipla de órgãos, nesta quinta (9)

O Hospital Regional Vale do Jaguaribe (HRVJ), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) localizada em Limoeiro do Norte, realizou, nesta quinta-feira (9), a primeira captação de órgãos deste ano. A ação marcou também a primeira retirada de córnea da unidade. Foram captados ainda dois rins, um fígado e um coração, transportados para Fortaleza por meio de uma operação aérea.

A captação múltipla envolveu três equipes de profissionais e duas aeronaves da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). A primeira aeronave decolou transportando o coração, enquanto a segunda levou as córneas, o fígado e os rins para unidades de saúde.

Equipes especializadas garantem agilidade no procedimento

Duas aeronaves foram necessárias para realizar o translado das equipes e dos órgãos

A operação foi articulada pela Equipe de Doação de Órgãos para Transplante (e-DOT) do HRVJ com a Central Estadual de Transplantes e o Banco de Olhos do Hospital Geral de Fortaleza (HGF). A integração entre as unidades da rede de saúde garante a eficiência necessária para o sucesso dos transplantes no Estado.

Equipe responsável pela captação do coração

Ao todo, 15 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, estiveram envolvidos nas captações. “Minha primeira captação de córnea foi uma experiência desafiadora, mas imensamente gratificante. Um momento que reforçou o verdadeiro sentido do cuidar e de transformar a dor em esperança”, destacou a enfermeira do HRVJ, Andresa Rodrigues de Oliveira, responsável pela primeira cirurgia.

Primeira retirada de córnea da unidade

Rins e fígado também foram captados nesta quinta (9)

Lei prevê que processo de doação deve ser sigiloso

O processo de doação e transplante de órgãos no Brasil é regido pelo princípio do anonimato, conforme estabelece o Decreto nº 9.175/2017, que regulamenta a Lei nº 9.434/1997 (Lei dos transplantes). A norma determina que, nos casos de doação pós-morte, seja resguardada a identidade dos doadores em relação aos receptores e dos receptores em relação às famílias dos doadores, sem exceções. A diretriz busca garantir a ética, a segurança e a credibilidade do sistema nacional de transplantes, além de orientar a comunicação institucional e a atuação da imprensa sobre o tema.

Essa garantia é reforçada pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei nº 13.709/2018) e constitui um dos pilares do sistema brasileiro de transplantes, contribuindo para a proteção da privacidade, a prevenção de qualquer forma de comercialização ou pressão indevida e o fortalecimento da credibilidade do processo junto à sociedade.

Como ser doador de órgãos e tecidos

No Brasil, não é necessário deixar nenhum documento formal para ser doador de órgãos. O mais importante é conversar com a família e manifestar esse desejo em vida, pois são os familiares que autorizam a doação.

É possível doar órgãos e tecidos como coração, rins, fígado, pulmões, pâncreas, córneas, ossos e válvulas cardíacas, possibilitando que um único gesto beneficie diversos pacientes.