Nova edição da Relação Estadual de Medicamentos orienta assistência farmacêutica e fortalece políticas de saúde no Ceará
8 de abril de 2026 - 17:06 #PCDT #Resme
Assessoria de Comunicação da UNIDADE
Texto e fotos: Jessika Sampaio
A construção da Resme envolve participação de especialistas, gestores e municípios, por meio de câmaras técnicas e instâncias de pactuação
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) realizou, nesta quarta-feira (8), o lançamento da atualização da Relação Estadual de Medicamentos Essenciais (Resme 2026), acompanhada da nova edição do resumo dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs). O evento, realizado na Escola de Saúde Pública (ESP/CE), reuniu gestores, profissionais de saúde e representantes municipais para apresentar a atualização dos instrumentos que orientam a assistência farmacêutica no estado.
A Resme funciona como um eixo estruturante das políticas públicas de saúde, organizando desde a seleção até o acesso a medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS)
Na ocasião, o secretário executivo de Atenção à Saúde e Desenvolvimento Regional, Lauro Perdigão, destacou que a construção do documento é resultado de um processo coletivo e técnico. “A Resme é construída com base em critérios científicos e nas diretrizes nacionais. Não se trata de uma escolha aleatória, mas de uma definição estruturada para atender às necessidades da população”, afirmou.
Ele ressaltou ainda que o documento segue as diretrizes nacionais, mas também incorpora as especificidades do Ceará. “Ele respeita a Rename [Relação Nacional de Medicamentos Essenciais], mas permite uma customização. E a gente tem uma Resme adaptada à realidade do estado, que é dividido em cinco regiões de saúde bem diferentes entre si”, relembra.
Segundo o gestor, a integração entre a Resme e a Programação Pactuada e Integrada (PPI) consolida um modelo reconhecido nacionalmente. “Quando a gente junta a relação estadual de medicamentos com a PPI, a gente tem um esqueleto invejável para o país. É um instrumento muito forte para a equidade e para a sustentabilidade do SUS”, pontuou.
O documento também orienta os processos de aquisição e distribuição de medicamentos na rede estadual, contribuindo para maior previsibilidade no abastecimento
A coordenadora de Políticas de Assistência Farmacêutica e Tecnologias em Saúde, Fernanda França Cabral, destacou que o lançamento também inclui a nova edição do resumo dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs), com avanços voltados à prática assistencial. “Incluímos informações como validade de exames, quantidade máxima prescrita e dispensada e novos protocolos que não existiam na versão anterior. O objetivo é padronizar condutas e ampliar o acesso à informação para profissionais e pacientes”, afirmou.
Fernanda também detalhou que a Resme materializa toda a lista de medicamentos disponíveis nas políticas públicas do SUS, contemplando desde a atenção primária até a especializada. “Ela funciona como um norteador das políticas públicas e auxilia diretamente nas tomadas de decisão, principalmente nos processos de aquisição da Sesa”, explicou.
Com a nova edição, a Resme 2026 e o resumo dos PCDTs atualizam critérios, organizam fluxos e tornam mais claras as orientações para o uso de medicamentos no SUS. Isso se traduz em mais segurança nas decisões clínicas, maior alinhamento entre os serviços e um cuidado mais consistente para a população em todo o estado.