Grupo terapêutico fortalece pacientes no tratamento contra obesidade no HGF
16 de março de 2026 - 11:05 #Ambulatório da Obesidade #Bariátrica #HGF #Hospital Geral de Fortaleza (HGF) #Prevenção da Obesidade
Assessoria de Comunicação do HGF
Texto: Eva Sullivan
Fotos: Eva Sullivan e Arquivo pessoal
Grupo terapêutico do Ambulatório de Obesidade do HGF reúne pacientes em atividades educativas conduzidas pelas equipes de nutrição e psicologia
No Ambulatório da Obesidade do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), equipamento da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), pacientes que se preparam para a cirurgia bariátrica encontram, além do acompanhamento médico, um espaço de orientação e apoio coletivo. O grupo terapêutico do serviço reúne usuários acompanhados pela equipe multiprofissional e tem se destacado como parte importante do cuidado.
A nutricionista Silvana Souto explica que, após o encaminhamento inicial, os pacientes passam por avaliações com diferentes especialistas e realizam uma série de exames para garantir segurança no procedimento. “O paciente passa por atendimento em endocrinologia, nutrição e psicologia, e também pelo cirurgião digestivo. Além disso, realiza exames como endoscopia, ultrassom e outros necessários”, explica.
Mais do que repassar informações técnicas, os encontros se tornaram um ambiente de escuta, aprendizado coletivo e fortalecimento emocional.
O grupo tem caráter educativo e terapêutico e os atendimentos são conduzidos de forma integrada, além de por Silvana, pela psicóloga Sheila dos Anjos. “A gente consegue orientar os pacientes sobre mudanças de hábitos, preparar para o pré e o pós-operatório e, ao mesmo tempo, criar um espaço de apoio entre eles. No grupo, a pessoa percebe que não está sozinha. Ela encontra outras pessoas que estão vivendo a mesma situação”, afirma a nutricionista.
Apoio que se estende além das consultas
Casal enfrenta junto o processo de preparação para a cirurgia bariátrica no HGF, apoiando um ao outro na mudança de hábitos e na busca por mais saúde
Entre os pacientes que participam do grupo estão o casal Jonatas Alexandre Rocha, 46, e Rosiane Irineu dos Santos Rocha, 54, da cidade de Amontada. Eles participam de todas as reuniões e contam que os encontros têm sido fundamentais para entender o processo da cirurgia e se preparar para as mudanças que virão. “Participar do grupo faz a gente se sentir mais seguro. Tiramos dúvidas sobre a cirurgia, sobre a alimentação e também sobre o lado psicológico da gente. É muito bom porque aprendemos juntos”, conta Jonatas.
Com cerca de dez participantes por grupo, os encontros semanais acabaram criando vínculos entre os pacientes. “Virou uma família. Quando alguém falta, a gente pergunta o que aconteceu. Criamos até um grupo no WhatsApp em que todo mundo conversa, compartilha como está se alimentando e incentiva os outros”, relata Rosiane.
Esse apoio também tem ajudado os participantes a alcançar metas importantes para a realização da cirurgia, como a perda de peso inicial orientada pela equipe. “No nosso caso, a meta era perder 10% do peso. Nós já conseguimos. Agora estamos aguardando a consulta com o cirurgião”, diz ele.
Para Jonatas, a decisão de buscar a bariátrica está diretamente ligada à saúde. “Eu tenho diabetes e hipertensão. A cirurgia pode ajudar a melhorar essas condições e reduzir o uso de medicamentos. É por isso que estamos aqui. Não é só a estética”, afirma.
Ao longo do acompanhamento, o casal também passou por diferentes setores do hospital para realizar exames e consultas. A experiência, segundo Jonatas, reforçou a confiança no serviço. “A gente já conheceu várias áreas do hospital fazendo os exames e sempre foi muito bem recebido. As pessoas tratam a gente com respeito e atenção. A gente se sente bem sendo atendido no HGF”, conclui.
O casal Jonatas e Rosiane em atendimento com a nutricionista Silvana Souto
Um acompanhamento que continua depois da cirurgia
Registro de Cecília horas antes da cirurgia bariátrica, realizada no Hospital Geral de Fortaleza (HGF)
Quem já passou pelo procedimento também permanece ligado ao grupo. É o caso de Ana Cecília Rodrigues da Silva, de 42 anos, de Palhano. Ela acompanha o ambulatório de obesidade do HGF há cerca de oito anos e realizou a cirurgia bariátrica após ser convidada a participar do grupo terapêutico.
Para Cecília, o espaço foi fundamental durante a preparação para a cirurgia. “O grupo ajuda muito porque você começa a ouvir outras pessoas que estão vivendo a mesma situação. Muitas vezes a gente não tem esse apoio dentro da própria família, e ali encontra pessoas que entendem o que você está passando”, conta.
Um ano após o procedimento, ela afirma que o acompanhamento continua sendo essencial. “A cirurgia é um meio, não é um milagre. Ela ajuda a chegar ao peso ideal, mas a mudança de estilo de vida precisa continuar. Aqui no HGF, a gente segue sendo acompanhado pela equipe, com nutricionista, endocrinologista e outros profissionais. Mas precisamos também fazer o que nos cabe”, explica Cecília.
Cecília Rodrigues realizou a cirurgia bariátrica no HGF e segue em acompanhamento no Ambulatório de Obesidade
Hoje, Cecília é vista como referência para quem ainda está se preparando para a cirurgia. “A gente aprende que pode servir de exemplo para os próximos pacientes, como outros serviram para mim. Então procuro seguir as orientações e compartilhar a minha experiência para trazer segurança e esperança para quem aguarda a cirurgia”, conta ela.
Atendimento especializado
O HGF criou, em 2017, o Ambulatório de Obesidade, estruturado para oferecer um cuidado integral às pessoas que convivem com a obesidade. O serviço reúne profissionais de endocrinologia, nutrição, psicologia, fisioterapia, enfermagem e cirurgia digestiva, garantindo acompanhamento contínuo em todas as etapas do tratamento.
O acesso ao ambulatório ocorre por meio da Central de Regulação do Estado, após encaminhamento médico. Desde 2024, o hospital também passou a oferecer o programa de cirurgia bariátrica para casos indicados após avaliação criteriosa da equipe multiprofissional.
“O HGF atua em todas as frentes do cuidado. A cirurgia bariátrica é uma ferramenta eficaz, mas não é indicada para todos. Ela se soma às outras estratégias do ambulatório e pode ajudar a reverter comorbidades e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, explica a endocrinologista do HGF, Wladia Gomes.
O serviço reforça a importância do acompanhamento contínuo e da mudança de hábitos como parte fundamental do tratamento da obesidade, antes e depois da cirurgia.