Câncer de colo de útero: profissionais do HRVJ destacam serviço e importância do tratamento precoce

13 de março de 2026 - 17:00 # # # # # # # #

Assessoria de Comunicação do HRVJ
Texto e fotos: Joelton Barboza

Amanda passou por uma histerectomia em decorrência de câncer de colo de útero

Amanda da Conceição, 38, precisou realizar, no Hospital Regional Vale do Jaguaribe (HRVJ), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), uma histerectomia total em decorrência de um câncer de colo de útero. Ela realiza sessões de quimioterapia e precisará passar por outro procedimento cirúrgico. “Estou confiante com o tratamento e feliz por estar próximo de casa”, explica.

O hospital, localizado em Limoeiro do Norte, é referência no tratamento da doença na região. Segundo estimativas nacionais, o Ceará deve registrar cerca de 1.150 novos casos de câncer de colo do útero por ano, no período de 2026 a 2028. Os dados mais recentes apontam 554 diagnósticos em 2025 e 791 em 2024 desse tipo de câncer. Daí a importância da campanha “Março Lilás”, que reforça a conscientização e o combate à doença, com foco na importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

A tia de Amanda, Elizângela Carminha, é quem a acompanha nas idas e vindas ao hospital. “Ela começou a sentir muitas dores, ia ao hospital, tomava medicação e passava. Certo dia um médico pediu uma ultrassom e viu que algo não estava certo. A partir de então pediu outros exames, nos quais foi descoberto o câncer. Com isso, ela foi encaminhada ao HRVJ e deu início ao tratamento”, explica Elizângela.

As duas moram em Quixeré. “Graças a Deus que levantaram esse hospital aqui, porque foi uma bênção muito grande. Eu vejo muita gente dizer e eu também falo: foi muito bom. O tempo que a gente leva para vir cá nem se compara com a ida para Fortaleza”, pondera a tia. Além disso, Carminha também lembra que redobrou o cuidado após o diagnóstico da sobrinha. “Eu faço minha prevenção sempre no tempo certo. A última eu fiz mês passado e estou esperando apenas o resultado. O câncer não tem idade para acometer, pois eu tenho 47 anos e ela tem 38 anos. E tem pessoas mais novas do que ela com a doença”, explica.

Atendimentos no HRVJ

As cirurgias, em muitos casos, fazem parte da terapêutica

No HRVJ, ocorreram 226 procedimentos cirúrgicos ginecológicos de janeiro de 2025 até o mês de fevereiro de 2026, bem como 29 pacientes realizaram sessões de quimioterapia para tratar a doença de junho de 2025 até o momento. Segundo a enfermeira coordenadora do setor, Aline Souto, esse número representa muito mais que estatísticas assistenciais. “Ele reflete o acesso da população do Vale do Jaguaribe a diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado em saúde da mulher. Mais do que números, são histórias de cuidado, prevenção e esperança para mulheres de toda a região.”

Cada procedimento realizado significa uma oportunidade de intervenção precoce, tratamento adequado e aumento das chances de cura para pacientes com suspeita ou diagnóstico de câncer ginecológico. “No contexto do Março Lilás, campanha dedicada à conscientização e prevenção do câncer do colo do útero, esses dados reforçam a importância das estratégias de rastreamento, do diagnóstico oportuno e da ampliação do acesso aos serviços de saúde especializados na região”, explica Aline.

Vacinação é a principal forma de prevenção

A vacina é uma ferramenta essencial na prevenção

O médico oncologista do HRVJ, Bruno Águila, explica que a vacinação contra o HPV, recomendada pelo Ministério da Saúde para meninas e meninos de 9 a 14 anos, é uma ferramenta essencial na prevenção, proporcionando proteção contra os subtipos mais agressivos do vírus. Além disso, mulheres de 15 a 45 anos e homens de 15 a 26 anos que não completaram o esquema vacinal também podem se vacinar, especialmente se fizerem parte de grupos prioritários, como pessoas vivendo com HIV/aids, transplantados e pacientes oncológicos.

“A detecção precoce do câncer é realizada principalmente por meio do exame preventivo Papanicolau, que identifica alterações celulares no colo do útero, podendo ser necessária a realização de colonoscopia com biópsia. O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, com altas chances de cura quando o diagnóstico é feito precocemente”, destaca Bruno.

Águila ainda enfatiza que a vacinação contra o HPV não apenas previne o câncer do colo do útero, mas também reduz a incidência de outras neoplasias associadas ao vírus e diminui a circulação do HPV na população. “Trata-se de uma estratégia que beneficia tanto o indivíduo quanto a saúde pública. A campanha destaca, ainda, a importância de reforçar a adesão à imunização e a realização periódica de exames preventivos, fortalecendo a luta contra a doença e promovendo a saúde da mulher. A prevenção continua sendo a principal aliada na preservação de vidas”, pondera.