Proteja-se das síndromes gripais: saiba mais sobre prevenção, sintomas e quando buscar atendimento
20 de fevereiro de 2026 - 17:03 #gripe #Influenza #saúde #síndromes gripais
Assessoria de Comunicação da Sesa
Texto e fotos: Evelyn Ferreira

Cobrir a boca ao tossir e usar máscara são ações que contribuem para reduzir a propagação de vírus respiratórios
Com o início da quadra chuvosa no Ceará, período que compreende os meses de fevereiro a maio, a incidência de viroses respiratórias começa a aumentar. Entre os sintomas mais frequentes, estão febre, dor de garganta, coriza, tosse e dor de cabeça. A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) orienta sobre a prevenção e quando buscar atendimento.
De acordo com o médico e secretário executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, Antônio Silva Lima Neto (Tanta), os vírus que costumam circular com mais frequência nessa época são o da influenza, causador da gripe; o sincicial respiratório (VSR), que causa bronquiolite e pneumonia; e o SARS-CoV-2, causador da covid-19.
“Nesse momento, a gente observa um aumento da circulação do vírus de influenza e nos preocupa, sobretudo, os pacientes que a gente chama de grupos de risco, que são, principalmente, as crianças abaixo de 5 anos, os idosos, gestantes e puérperas”, afirma o secretário. Esse público tem maior probabilidade de desenvolver complicações graves e, por isso, precisa redobrar os cuidados.
Sintomas

Antônio Silva Lima Neto (Tanta)
Diante de quadros gripais, a orientação, segundo o gestor, é buscar as unidades básicas de saúde. Após a avaliação médica, os profissionais indicam o encaminhamento adequado para cada caso. “Um quadro que se manifesta por sintomas respiratórios, nariz escorrendo, tosse, moleza, com ou sem febre alta, deve ser visto por um profissional de saúde, tão rápido quanto possível e o mais próximo possível da casa do paciente”, diz Tanta.
Já as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) devem ser procuradas somente em casos de urgência. “Quem pode classificar o risco do paciente de maneira mais objetiva e dizer qual é o caminho mais adequado, seriam, nos dias de semana, principalmente, os profissionais das unidades básicas de saúde e, nos fins de semana, as UPAs”, complementa.
Prevenção
Ações diárias podem contribuir para evitar a propagação dos vírus, como a higienização constante das mãos (com álcool em gel ou com água e sabão) e o uso de máscara. Além disso, a chamada “etiqueta respiratória” também é aliada para evitar novas contaminações. Cobrir a boca ao tossir e o nariz ao espirrar são algumas dessas ações. “A prevenção está circunscrita a essa série de possibilidades que o indivíduo tem, tanto de autocuidado como para cuidar dos seus”, explica o médico.
Ele também chama a atenção para os surtos escolares. “Há a necessidade de evitar que crianças doentes, com um quadro já gripal caracterizado, evitem ir para a escola, pela possibilidade de se ter uma transmissão mais rápida. Principalmente no caso das creches, com crianças menores que podem, eventualmente, ter quadros mais complicados”, ressalta.
Cenário epidemiológico
De acordo com o informe operacional “Cenário Epidemiológico dos Vírus Respiratórios”, divulgado nesta sexta-feira (20), o rinovírus é o agente mais identificado no Ceará, correspondendo a 41,2% dos casos confirmados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen-CE).
O vírus sincicial respiratório (VSR) aparece em seguida, com 25,4% das confirmações. E o da influenza A é o terceiro mais frequente (15%).