Bonecas bordadas levam afeto a crianças internadas no HGWA

26 de janeiro de 2026 - 14:47 # # # # # # # # # # # # #

Assessoria de Comunicação do HGWA
Texto e fotos: Bruno Brandão

Crianças internadas no HGWA receberam os bonecos de voluntários no momento da alta hospitalar, transformando o cuidado em afeto e acolhimento

Uma boneca que vai além de um simples brinquedo e se transforma em companhia, memória e cuidado. É o que propõe o projeto À Flor da Pele, iniciativa de voluntários brasileiros que busca levar alegria e acolhimento a crianças que passaram por internações hospitalares em todo o país. No Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), unidade da rede da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), a entrega das “companheiras de pano” marcou o momento da alta hospitalar de pequenos pacientes.

As bonecas foram entregues às crianças simbolizando um recomeço após dias de internação. A pequena Ayla Lavigne, de dois anos, foi uma delas. Após passar cinco dias internada, ela recebeu a boneca como surpresa. A mãe, Francisca Taciana, se emocionou com o gesto. “Achei muito linda. Com certeza vai fazer diferença em casa, uma companhia e uma lembrança para ela. Ela ficou encantada”, relatou.

A gerente do Núcleo de Atendimento ao Cliente (NAC) do HGWA, Germana Neri, destacou o impacto da ação no ambiente hospitalar. “As crianças e as mães foram surpreendidas com a gentileza de receber uma boneca. Sempre tentamos explicar o contexto e contar a história. São bonecas que têm um nome, que não são apenas um brinquedo, mas uma companheira. Elas ficam surpresas com a gentileza e levam para casa com muita felicidade”, afirmou.

A pequena Ayla Lavigne, de dois anos, recebeu a boneca como surpresa no dia da alta hospitalar no HGWA

Uma história bordada na pele

Equipe do HGWA e voluntárias do projeto À Flor da Pele celebram ação que levou acolhimento às crianças internadas na unidade

Idealizado pela artista plástica Terezinha Beviláqua, de São José dos Campos (SP), o projeto nasceu há oito anos, após uma visita a uma criança internada em um hospital público. A criança não interagia e estava sozinha. Sensibilizada, Terezinha criou, naquela mesma noite, uma boneca com elementos de uma história bordada diretamente em seu corpo. Após receber a boneca, a criança passou a reagir, revelando o caráter terapêutico da iniciativa.

“Ao entregar a boneca, foi percebido que a criança passou a reagir, e visto que aquilo era terapêutico. A partir daí, foram criadas mais nove histórias”, explica Madalena Fontenele, integrante do projeto em Fortaleza. O nome À Flor da Pele traduz exatamente essa essência. “A história está contada na pele da boneca, bordada com cuidado e afeto”, reforça Madalena.

Atualmente, o projeto acontece em todo o Brasil e conta com 334 voluntárias, carinhosamente chamadas de “fadas”. “Hoje temos 334 fadas inscritas no projeto. Destas, 90 são internas do sistema prisional”, destaca Madalena.

Segundo ela, 1.321 bonecas já foram entregues, sendo 946 confeccionadas no Presídio Feminino Auri Moura Costa. “Somente em 2025 já entregamos 684 bonecas. Em três anos de projeto, já ultrapassamos 1.500. Visitamos hospitais infantis e instituições públicas para que essas bonecas cheguem a quem mais precisa”, afirma.