Nova rede

20 de janeiro de 2016 - 03:00

Hospitais regionais

A população do interior passou a receber assistência hospitalar de alta complexidade perto de casa, sem necessidade de vir para a capital. A desconcentração da assistência terciária, com a criação de uma rede de unidades de grande porte no interior começou em abril de 2011, com a inauguração do Hospital Regional do Cariri (HRC), com 294 leitos. O início do funcionamento foi em 23 de maio, com serviços pré-cirúrgico, coleta de exames e ultrassonografia. Avançando no cronograma de funcionamento, a Unidade de Internação recebeu os primeiros pacientes no dia 20 de junho. A UTI logo em seguida, dia 23 do mesmo mês. No HRC, construído para atender casos de alta complexidade dos 44 municípios da macrorregião do Cariri, foram investidos R$ 105 milhões em recursos do Tesouro do Estado e do Ministério da Saúde, que financiou R$ 9,5 milhões.

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A expansão da rede teve sequência com a inauguração do Hospital Regional Norte (HRN), o maior hospital do interior da região Nordeste, com 57.813,70 metros quadrados de área construída. Com 382 leitos, o HRN foi inaugurado em janeiro de 2013 e está localizado em Sobral para atender toda a população da região Norte, num total de 55 municípios. Lá, o diferencial em relação ao HRC é a unidade de atenção à saúde da mulher. Em obras e equipamentos foram investidos R$ 229.082.947,73, recursos do governo do Estado e de financiamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O HRN é uma das principais obras do programa de expansão e melhoria da assistência à saúde da população que o governo do Estado desenvolve na capital e no interior.

Outra unidade está programada. O Hospital Regional do Sertão Central (HRSC) será construído em Quixeramobim. Pela primeira vez na história do Ceará, a localização de um hospital foi definida por votação. Votaram conselheiros municipais de saúde, vereadores e prefeitos de quatro municípios que disputavam a localização (Boa Viagem Canindé, Quixadá e Quixeramobim). O hospital regional terá perfil também terciário.

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CEOs regionais

Todos os novos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) regionais, no total de 18 construídos pelo Governo do Estado em pleno funcionamento em diferentes regiões do Ceará, é assegurado e realizado atendimento integral às pessoas com deficiência e às pessoas com necessidades especiais. Os CEOs, no total de 22, como unidades regionais, atendem toda a população da região de saúde. Estão localizados em Acaraú, Aracati, Baturité, Brejo Santo, Camocim, Canindé, Caucaia, Cascavel, Crateús, Crato, Icó, Iguatu, Itapipoca, Juazeiro do Norte, Limoeiro Norte, Maracanaú, Quixeramobim, Russas, Sobral, São Gonçalo do Amarante, Tauá e Ubajara.

Com 11 consultórios, cada CEO presta assistência nas seguintes especialidades odontológicas: pacientes portadores de necessidades especiais, endodontia, ortodontia, periodontia, cirurgia bucomaxilofacial e prótese.

 

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Policlínicas regionais

As policlínicas regionais estão sendo implantadas pelo governo do Estado com infraestrutura adequada para atender as principais especialidades médicas de interesse epidemiológico no Ceará e com serviços de suporte ao diagnóstico e reabilitação dos pacientes atendidos. Já são 19 policlínicas funcionando em Baturité, Tauá, Camocim, Acaraú, Brejo Santo, Aracati, Itapipoca, Russas, Crateús, Quixadá, Caucaia, Sobral, Campos Sales, Pacajus, Barbalha, Tianguá, Icó, Iguatu e Limoeiro do Norte. Outras três estão em construção em Canindé, Maracanaú e Crato.

A construção de 22 policlínicas faz toda diferença na assistência à média complexidade. Além de facilitar o acesso ao especialista em diferentes áreas, a população realiza na própria região onde mora exames oferecidos somente na capital. São 22 policlínicas regionais com infraestrutura adequada para atender as principais especialidades médicas de interesse epidemiológico no Estado e com serviços de suporte ao diagnóstico e reabilitação dos pacientes atendidos.

Nas policlínicas tipo I, os ambulatórios especializados oferecem atendimento em oftalmologia, otorrino, clínica geral, cardiologia, ginecologia, mastologia, cirurgia geral, gastroenterologia, urologia, traumato-ortopedia. Há apoio técnico de enfermagem, farmácia clínica, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, psicologia e assistência social. Os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico serão radiologia convencional, mamografia, ultrassonografia, endoscopia digestiva, ecocardiografia, ergometria, eletrocardiograma, audiometria e coleta de patologia clínica.

As policlínicas tipo II, instaladas nas microrregiões de maior densidade populacional, oferecem, além de todos os serviços das policlínicas tipo I, atendimento em endocrinologia, angiologia e neurologia e, em destaque, os serviços de tomografia computadorizada, eletroencefalograma e endoscopia respiratória.

O encaminhamento de pacientes para os CEOs e as policlínicas é feito pelas secretarias municipais de saúde, a partir da solicitação de consultas e exames feitos pelos médicos e dentistas da atenção básica de saúde. No agendamento, o paciente escolhe data e horário para a consulta ou exame, de acordo com a disponibilidade de vagas.

A distribuição de vagas para atendimento é proporcional à população de cada município. Toda a regulação é feita por computador pelo Sisreg III, sistema on-line criado pelo Ministério da Saúde para o gerenciamento de todo complexo regulatório indo da rede básica à internação hospitalar, visando a humanização dos serviços, maior controle do fluxo e otimização na utilização dos recursos.