Treinamentos preparam para busca ativa do tracoma

26 de outubro de 2015 - 19:16

A Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses, Tracoma e Esquistossomose, do Ministério da Saúde, prossegue até o dia 20 de novembro e, no Ceará, a Secretaria da Saúde do Estado avança nas capacitações dos profissionais de saúde da atenção básica na busca ativa de casos de tracoma entre alunos de 5 a 14 anos das escolas públicas do ensino fundamental. Após 15 etapas realizadas, o Treinamento em Serviço das Ações de Vigilância e Controle do Tracoma terá mais três edições em Camocim, de 26 a 29 de outubro, em Horizonte, de 3 a 6 de novembro, e, em Massapê, de 10 a 13 do mesmo mês. Mais de 692 mil crianças no Ceará devem participar da campanha. Os atendimentos são realizados desde agosto pelos agentes comunitários de saúde e equipes do Programa Saúde da Família em três 3.300 escolas do Estado.

Tracoma é uma doença infecciosa causado pela bactéria Chlamydia trachomatis. É transmitida pelo contato direto ou por objetos contaminados com secreções oculares de pessoas acometidas. As incidências tendem a ocorrer em locais onde são precárias as condições de saneamento e higiene, principalmente entre crianças entre um e nove anos de idade. Com a participação de crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, estudantes do ensino fundamental da rede pública de 101 municípios, a campanha objetiva prestar esclarecimentos sobre essas doenças, identificar e tratar os casos. O tema deste ano da campanha é “Hanseníase, Verminoses e Tracoma têm cura. Faça essa lição de casa e proteja-se”.

No Ceará, o número de municípios participantes da campanha nacional evoluiu de 44 em 2013, 66 em 2014, para os atuais 101 municípios. O número de crianças examinadas passou de 72.285 em 2013, com 3.297 casos identificados e tratados, para 187.928 exames no ano passado, com 8.843 diagnósticos positivos. O tratamento é feita na atenção básica de saúde, tanto nas unidades básicas quanto nas visitas domiciliares, para que toda a família receba tratamento de prevenção. Nó último inquérito nacional realizado entre os anos de 2002 e 2008 confirmou-se a existência da doença em todo o território nacional e uma prevalência média de 5,1%. No período de 2007 a 2013 foram examinados uma média de 332.699 pessoas/ano com e 14.288 casos/ano, o que corresponde a um percentual de positividade médio de 4,3%.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a eliminação do tracoma como causa de cegueira no mundo. Para atender ao compromisso de eliminação da doença é fundamental a adoção de praticas de vigilância e controle que ampliem o conhecimento de situação epidemiológica dirigidas às populações mais vulneráveis, para a identificação de espaços geográficos de maior risco, promover maior acesso ao diagnostico, ao tratamento e às ações educativas para a prevenção.

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