Programa de assistência do Albert Sabin ajuda a crianças terem melhor qualidade de vida
13 de julho de 2015 - 17:44
O Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), unidade da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), é referência Norte/ Nordeste em atendimento a crianças com doenças de alta complexidade. Uma das principais características do hospital é a humanização do atendimento ao paciente. O Albert Sabin conta com projetos como o PAVD – Programa de Assistência Ventilatória Domiciliar, que oferece atendimento especializado em casa a pacientes com doenças neuromusculares progressivas, dependentes de ventilação mecânica. Há 10 anos, o Hospital Albert Sabin, por meio do PAVD, tem proporcionado a otimização de leitos da UTI pediátrica, a redução de custos do Sistema Único de Saúde (SUS) e o retorno das crianças aos lares.
Na última quarta-feira, 8, após nove meses recebendo os cuidados médicos necessários para garantir sua saúde e uma melhor qualidade de vida, Geilson Feitosa Félix, 1 ano, passou a ser acompanhado em casa, junto da família. Com a mãe Maria Luciane Feitosa dos Santos, o menino se despediu da equipe médica e técnica da UPE – Unidade de Pacientes Especiais para dar continuidade ao tratamento dele em domicílio, por meio do PAVD. “Me sinto muito feliz com a volta dele pra casa. Espero viver uma vida melhor, principalmente para ele”, diz a mãe.
Com apenas três meses de nascido, Geilson chegou ao hospital sob suspeita de convulsão. Ele estava com pneumonia por aspiração, causada pelos constantes engasgos na amamentação. O que, na verdade, a dificuldade de respirar e deglutir era consequente de uma outra doença. Foi no Albert Sabin que Luciane soube que o filho tinha Amiotrofia Espinhal – Tipo 1, uma doença que se caracteriza pela atrofia muscular e degeneração de neurônios motores. “Ele estava com problemas de respiração e eu notava ele molinho e quando chorava, ficava cansado”, relata a mãe.
Hoje, para Luciane, a gratidão é a única forma de recompensar aos profissionais do Albert Sabin pelo atendimento e tratamento do filho. “Foi ótimo! Não tenho nada para reclamar do hospital e nem dos médicos”, agradece. De acordo com a coordenadora do PAVD, a pediatra Cristiane Rodrigues, Geilson receberá atendimento semanal domiciliar de pediatra, enfermeira, fisioterapeuta, assistente social, nutricionista e cirurgião pediátrico, além dos materiais médico-hospitalares e as medicações fornecidas pelo Hospital. O ventilador mecânico portátil e o oxímetro de pulso foram disponibilizados e instalados pelo serviço do Hias. “A mãe será a cuidadora e foi treinada na UPE para realizar os cuidados diários”, fala a médica.
Programa de Assistência Ventilatória Domiciliar
Atualmente, o PAVD atende a 21 crianças e adolescentes diagnosticados com Amiotrofia Espinhal, Distrofia Muscular Congênita, Miopatia Congênita, Encefalopatia, Trauma Raquimedular, Doença de Niemann-Pick e Displasia Esquelética. São pacientes que necessitam de uso contínuo de suporte ventilatório e puderam voltar a seus lares por meio do Programa. Quando um paciente é removido para o domicílio, além dos benefícios como a melhoria da qualidade de vida ocorre a liberação de leitos que gera oportunidade de tratamento para outra criança.
Assessoria de Comunicação do Hias
Helga Santos
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