Saúde digestiva: nutricionistas do HRVJ explicam importância da boa alimentação para pacientes oncológicos
2 de junho de 2026 - 14:39 #câncer #HRVJ #nutrição #oncologia #saúde digestiva #sistema digestivo
Assessoria de Comunicação do HRVJ
Texto e fotos: Joelton Barboza
Alimentação saudável é importante para a saúde digestiva
O agricultor aposentado, Paulo Terto de Lucena, 75, trata um câncer de esôfago no Hospital Regional Vale do Jaguaribe (HRVJ), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), em Limoeiro do Norte. Ele é acompanhado de perto para evitar a perda excessiva de peso. A nutricionista Bruna Andrade, que acompanha o paciente, explica que ele já chegou a perder 12% do peso em um mês. Daí a importância de focar na promoção do ganho de massa magra.
“A primeira abordagem da nutrição é sempre realizar um superávit calórico por meio de suplementação, com uma dieta hiperproteica e hipercalórica, associada aos suplementos, em que inclui mingau, vitaminas e leite, visando restabelecer o peso. Assim, ele pode seguir bem o tratamento”, destaca.
Paulo explica que hoje evita bebida alcoólica e está tentando parar de fumar. “Eu tanto bebia quanto fumava. Ainda estou fumando um pouquinho, mas vou parar”, esclarece. O jaguaribano descobriu a doença em fevereiro deste ano e atualmente realiza quimioterapia na unidade. “Eu estava comendo e tive um ‘entalo’. Depois eu passei dois dias sem comer e sem beber. Depois senti a mesma coisa, então fui ao médico e ele me encaminhou para cá, onde foi descoberta a doença”, explica.
A nutricionista aconselha: a alimentação adequada é essencial para o sucesso do tratamento oncológico, pois ajuda a preservar a massa muscular, fortalecer o sistema imunológico e reduzir os efeitos colaterais. “Isso melhora significativamente a qualidade de vida do paciente.”
Nutrição hospitalar promove ganho de massa magra em pacientes oncológicos
Alimentação e saúde digestiva
A alimentação tem um papel fundamental na saúde digestiva porque tudo o que se come passa pelo sistema digestório. Além disso, o intestino não serve apenas para digerir alimentos; participa também da imunidade, da produção de vitaminas e até da regulação do humor.
Bruna Andrade explica que, no caso dos pacientes oncológicos, o cuidado com a alimentação deve ser ainda maior. Segundo ela, nesses casos é comum a perda de peso por vários fatores, principalmente naqueles que possuem algum comprometimento do trato gastrointestinal ou na deglutição. “Quem tem câncer na região do abdômen, por exemplo, além de possíveis dificuldades de digestão e absorção de alimentos, pode sofrer com náuseas, vômitos e diarreia, que prejudicam a ingestão e o apetite”, explica.
Além do comprometimento da alimentação, o próprio tumor demanda um gasto energético alto, usando a reserva muscular do paciente. “Logo, é importante entrar com o acompanhamento nutricional, justamente visando estabilizar ou reduzir esse impacto no estado nutricional e, se possível, até melhorar o quadro nutricional com uma dieta rica em proteínas e com maior aporte calórico, utilizando suplementos específicos e individualizados, se necessário.”
Já o nutricionista hospitalar do HRVJ, Davi Lucena, pondera que, mesmo nos casos em que não há comprometimento gastrointestinal, é fundamental manter uma alimentação equilibrada, rica em fibras, água e alimentos naturais. “O intestino funciona melhor, reduzindo sintomas como prisão de ventre, gases, estufamento, refluxo e má digestão. Portanto, uma boa alimentação ajuda a manter saudável a microbiota intestinal, que são as bactérias benéficas que vivem no intestino e protegem o nosso organismo”, finaliza.