Ceará Sem Fome + Saúde encerra ciclo regional com adesão de municípios da Grande Fortaleza
9 de junho de 2026 - 15:42 #Ceará Sem Fome +Saúde
Assessoria de Comunicação da Sesa
Texto e fotos: Jessika Sampaio
O Governo do Ceará promoveu, nesta terça-feira (9), no Centro de Eventos, em Fortaleza, o 5º Seminário Regional do Eixo Ceará Sem Fome + Saúde. O encontro marcou o encerramento do ciclo de eventos realizados nas cinco regiões de saúde do Estado (Litoral Leste/Jaguaribe, Sertão Central, Norte/Sobral, Sul/Cariri e Fortaleza) e reuniu gestores e equipes técnicas da saúde e da assistência social da capital e da região metropolitana.
Encontro marcou o encerramento do ciclo regional do eixo Ceará Sem Fome + Saúde nas cinco regiões de saúde do Estado
Para a primeira-dama do Estado e presidente do Comitê Intersetorial de Governança do Programa Ceará Sem Fome, Lia de Freitas, o encerramento do ciclo marca a nova etapa do eixo, voltada à execução das ações nas cidades envolvidas.
“Com o compromisso dos municípios, a dedicação dos profissionais e o apoio dos gestores, o Ceará Sem Fome + Saúde segue adiante para identificar vulnerabilidades, fortalecer o acompanhamento das famílias e ampliar o acesso ao cuidado para quem mais precisa.”
Iniciativa fortalece a integração entre políticas públicas voltadas ao combate à fome e à promoção da saúde
A secretária da Saúde do Ceará, Tânia Mara Coelho, destacou que o eixo busca ampliar o olhar das equipes de saúde para situações de fragilidades que chegam a elas.
“A proposta é identificar, na unidade de saúde, pessoas em situação de risco e, a partir disso, acionar a rede de assistência social para que possamos ajudar essa pessoa a sair dessa condição. É uma integração que já deveria acontecer naturalmente, porque cuidar da saúde é olhar para o paciente de forma completa”, afirmou.
Saúde, território e proteção social
Durante o seminário, foram apresentadas orientações para integrar o trabalho das equipes da saúde e da assistência social nos municípios
Ao tratar da integração entre as políticas públicas, o superintendente da Região de Saúde de Fortaleza, Lino Alexandre, ressaltou que o cuidado precisa considerar as condições de vida da população.
“Não posso falar de saúde se a pessoa não tem renda, alimentação ou informação que a transforme e faça com que ela participe das decisões e tenha sua voz ouvida. Quando o Ceará Sem Fome + Saúde aproxima essas dimensões, ele ajuda a olhar para as pessoas dentro do território e a reconhecer suas necessidades”, afirmou.

A gestora da Coordenadoria de Atenção Primária à Saúde da Sesa, Thaís Facó, explicou que a integração da saúde ao Programa Ceará Sem Fome começou em 2024, com a assinatura de um termo de cooperação. A partir desse compromisso, a Secretaria passou a articular o programa com a Atenção Primária à Saúde (APS).
“A APS é a porta de entrada do SUS. É nela que precisamos reconhecer o território, identificar fragilidades e atender de forma equânime. A equidade é olhar de forma diferente para quem tem necessidades diferentes e priorizar a população mais vulnerável”, pontuou.
Adesão dos municípios
Eixo Ceará Sem Fome + Saúde busca qualificar o acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade nos territórios
Entre os municípios participantes, Caucaia formalizou adesão ao Ceará Sem Fome + Saúde. Para o secretário municipal da Saúde, Moacir Soares, o enfrentamento à fome exige uma ação conjunta entre Estado e municípios.
“Não há prosperidade enquanto houver pessoas passando fome. O Ceará Sem Fome representa uma união de esforços entre o Governo do Estado e os municípios em torno de uma causa muito nobre”, afirmou.
O gestor também ressaltou que a insegurança alimentar atinge diretamente a dignidade das famílias. “A fome não se enfrenta apenas com a distribuição de alimentos. É também uma questão de dignidade, assistência e segurança alimentar. Por isso, Caucaia está aqui para fazer a adesão e abraçar essa causa”, completou.
Ceará Sem Fome + Saúde
O eixo Ceará Sem Fome + Saúde integra ações do Programa Ceará Sem Fome ao Sistema Único de Saúde (SUS), ao Sistema Único de Assistência Social (Suas) e ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A proposta é identificar famílias em situação de insegurança alimentar, qualificar o acompanhamento nos territórios e aproximar as redes de cuidado e proteção social.