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Setembro Verde: mês das doações começa com 1.047 transplantes
Qui, 01 de Setembro de 2016 14:24
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Pela primeira vez na história, o Ceará inicia o mês das doações de órgãos e tecidos com mais de mil transplantes realizados no ano. A marca de 1.047 transplantes no Estado em 2016 reveste de significado a celebração do Setembro Verde, referência à cor do laço símbolo mundial da doação de órgãos e tecidos para transplantes. Em 2015, quando foi estabelecido o recorde de 1.433 transplantes no ano, o mês de setembro começou com 915 transplantes realizados entre janeiro e agosto. Os 386 transplantes que faltam para igualar o número do ano passado prenunciam mais uma superação de recorde no Ceará em 2016. Em relação ao ano passado, no período de janeiro a agosto, é maior o número de transplantes de coração, pulmão, medula óssea e córnea em 2016. Este ano já são 168 transplantes de rim, 23 de coração, 128 de fígado, 3 de pâncreas, 55 de medula óssea (38 autólogos e 17 alogênicos), 663 de córnea e 7 de esclera.

Transplantes realizados no Ceará – 2015/2016

 

JAN

FEV

MAR

ABR

MAI

JUN

JUL

AGO

Parcial

SET

OUT

NOV

DEZ

2015

102

129

119

105

84

107

140

129

915

139

140

128

111

2016

98

94

148

140

143

145

144

135

1.047

-

-

-

-

Fonte: Central de Transplantes do Estado

Esses resultados foram possíveis devido em grande parte ao crescimento das notificações de potenciais doadores e à diminuição dos não doadores. De acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), no primeiro semestre de 2015 o Ceará fez 260 notificações de potenciais doadores e 293 no mesmo período deste ano, incremento de 12,7%. Entre as causas da não concretização das doações, as recusas familiares diminuíram de 43% de 150 entrevistas realizadas em 2015 para 38% de 186 entrevistas com famílias de potenciais doadores em 2016. Com isso, a projeção de doadores efetivos saltou de 19,0 por milhão da população/ano (pmp/ano) em 2015 para 24,3 pmp/ano em 2016, proporção maior que a registrada em todo o ano passado, de 23,5 pmp/ano.

Solidariedade

O Brasil tem hoje o maior sistema público de transplantes do mundo, no qual cerca de 95% dos procedimentos e cirurgias são feitos com recursos públicos. O Ceará, anualmente, fica entre os Estados que mais realizam transplantes de órgãos no país, com recordes sucessivos. Além do elevado nível de especialização e excelência das equipes transplantadoras no Ceará e do trabalho das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTTs), um dos principais fatores que contribuem para o crescimento no número de transplantes é a solidariedade característica dos cearenses. Para ser um doador não precisa deixar mais nada por escrito. Basta avisar a sua família sobre a vontade de doar e ajudar a salvar vidas.

O processo de doação começa com a identificação e manutenção dos potenciais doadores. Para doar não precisa deixar nada registrado na carteira de identidade. Basta falar para a família da vontade de doar. Nos hospitais, o profissional da CIHDOTT realiza avaliação das condições clínicas do potencial doador, da viabilidade dos órgãos a serem extraídos e faz entrevista para solicitar o consentimento familiar da doação dos órgãos e tecidos.  Em seguida, os médicos comunicam à família a suspeita da morte encefálica, realizam os exames comprobatórios do diagnóstico, notificam o potencial doador à Central de Transplantes, que repassa a notificação à CIHDOTT. Nos casos de recusa da doação, o processo é encerrado.

Central de Transplantes

O Ceará tem 62 hospitais notificantes de potenciais doadores, públicos, privados e filantrópicos, cadastrados no Ministério da Saúde. Das 18 Comissões Intra-Hospitalares formalizadas no Estado, 14 delas funcionam em Fortaleza, duas em Sobral e duas no Cariri. As UPAs 24 horas também fazem a notificação de potenciais doadores de órgãos e tecidos através dos hospitais notificantes. A Central de Transplantes do Ceará funciona 24 horas, sete dias por semana, na sede da Secretaria da Saúde do Estado, e coordena as atividades de transplantes no âmbito estadual, tendo como principais responsabilidades regular a lista dos receptores de órgãos e tecidos, receber notificações de potenciais doadores com diagnóstico de morte encefálica e articular a logística que torna a cirurgia de transplante possível.

A realização de transplantes ou enxerto de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano só poderá ser realizada por estabelecimento de saúde, público ou privado, e por equipes médico-cirúrgicas de remoção e transplante previamente autorizadas pelo órgão de gestão nacional do Sistema Único de Saúde. O Ceará tem 40 centros transplantadores, entre públicos e privados, em Fortaleza (37), Sobral, Crato e Barbalha. Da rede pública estadual, são centros transplantadores o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM) e o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce). O HGF ainda mantém o  único público no Ceará, referência na captação, preservação e distribuição de córneas para os centros transplantadores de Fortaleza.



Assessoria de Comunicação da Sesa
Marcus Sá/ Helga Rackel
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