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Consórcio internacional discute pesquisa em hanseníase
Seg, 07 de Novembro de 2011 13:26

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Os coordenadores do consórcio internacional IDEAL, Iniciativa para Ensaios Diagnósticos e Epidemiológicos para Hanseníase, estão reunidos em Fortaleza para avaliar as atividades do ano e preparar o 7th IDEAL International Workshop, que acontecerá em 2012, também em Fortaleza, reunindo os 19 grupos de pesquisa em hanseníase ligados ao consórcio espalhados pelo mundo. Dois desses grupos são brasileiros – um do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Publica, Universidade Federal de Goiás (UFG), e o outro da unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Ceará, que participa com as pesquisadoras Tatiane Oliveira e Márcia Bandão do Workshop em Desenvolvimento de Novos Métodos para Diagnóstico e Controle de Hanseníase, que acontece no Hotel Mareiro desta segunda-feira, 7 de novembro, até quarta-feira, 9.

O consórcio IDEAL, estabelecido em 2004, representa uma força tarefa internacional que reúne pesquisadores de países endêmicos e não endêmicos com o objetivo de desenvolver testes laboratoriais para o diagnóstico precoce da hanseníase (infecção) e identificar marcadores moleculares para o melhor entendimento da epidemiologia e transmissão da hanseníase, com o objetivo final de conceber intervenções para prevenir a hanseníase. O grupo de pesquisa da Fiocruz no Ceará atua junto ao Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária Dona Libânia, unidade da Secretaria da Saúde do Estado que no ano passado realizou 25.564 consultas, 12.410 em hanseníase, de um total de 184.130 procedimentos em dermatologia, incluindo consultas, exames e cirurgias.  

A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, causada pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae). Não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada. Apresenta múltiplas manifestações clinicas e se exterioriza, principalmente por lesões dos nervos periféricos e lesões cutâneas. Em um país endêmico como o Brasil, em qualquer pessoa com alteração de sensibilidade na pele deve-se pensar em hanseníase. Situações de pobreza como precárias condições de vida, desnutrição, alto índice de ocupação das moradias e outras infecções simultâneas podem favorecer o desenvolvimento e a propagação da hanseníase.

Os sinais e sintomas mais frequentes da hanseníase são manchas e áreas da pele com diminuição de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar em qualquer parte do corpo, principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas.

A transmissão se dá entre pessoas. Uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença (multibacilar – MB), estando sem tratamento, elimina o bacilo pelas vias respiratórias (secreções nasais, tosses, espirros), podendo assim transmiti-lo para outras pessoas suscetíveis. O bacilo de Hansen tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas poucas pessoas adoecem porque a maioria tem capacidade de se defender contra o bacilo. O contato direto e prolongado com a pessoa doente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, aumenta a chance da pessoa se infectar. Assim que a pessoa doente começa o tratamento deixa de transmitir a doença.

O controle da hanseníase é baseado no diagnóstico precoce de casos, seu tratamento e cura, visando eliminar fontes de infecção e evitar seqüelas. A detecção de casos novos de hanseníase em menores de 15 anos foi adotada como principal indicador de monitoramento da endemia, com meta de redução estabelecida em 10%, até 2011. Para se combater a doença, é prioritário que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível, antes da instalação das incapacidades físicas e da eliminação de bacilos, o que possibilita a cura do paciente sem sequelas físicas e interrompe a cadeia epidemiológica da infecção.

O Ceará ficou em quarto lugar no Nordeste em número de casos novos da doença detectados em 2010. A distribuição da endemia no Estado demonstra heterogeneidade, apresentando áreas de baixa endemicidade, média e alta endemicidade, além de áreas hiperendemicas e até silenciosas para a doença. Em 2010 foram noticados casos novos de hanseníase em 156 municípios (84,7%). Do total de 2.069 casos do Estado, foram registrados 1.670 casos novos em 62 municípios que são prioritários para o desenvolvimento das ações de controle da doença. Houve 28 de municípios (15,2%) que não registraram nenhum caso da doença, apesar de estarem próximos a áreas hiperendêmicas ou com alta endemicidade.

O workshop que se realiza em Fortaleza, organizado pela Fiocruz, pretende consolidar a execução de novos pojetos centralizados no Ceará, visando validar ferramentas de mensuração dos níveis de infecção, bem como de mensuração de marcadores de prognóstico da evolução da infecção para a doença. Além disso, espera integrar o projeto de desenvolvimento do teste para diagnóstico precoce da hanseníase com o Programa Saúde da Família (PSF) e com projetos internacionais do consórcio IDEAL.
 

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